Grupo que marcou época nas ondas de Itajaí se reúne algumas vezes ao ano em Penha para relembrar histórias, celebrar a amizade e homenagear companheiros que já partiram.

Entre histórias salgadas pelo mar, risadas antigas e abraços demorados, um grupo de surfistas que ajudou a escrever parte da história do surf catarinense nas décadas de 1970 e 1980 mantém viva uma tradição que atravessa gerações. Antigos frequentadores da Praia da Atalaia, em Itajaí, eles se reencontram algumas vezes ao ano no Junção Pub, em Penha, em um encontro carinhosamente batizado de “Sobreviventes da Atalaia”.
A reunião reúne amigos que cresceram juntos dentro e fora do mar, dividindo ondas, aventuras e momentos que marcaram uma época em que o surf ainda dava seus primeiros passos no litoral catarinense. Hoje, décadas depois, os encontros servem para matar a saudade, relembrar histórias e fortalecer laços que resistiram ao tempo. O restaurante escolhido para sediar as reuniões tem um significado especial: o proprietário também faz parte do grupo e mantém no local uma prancha assinada por toda a turma — uma verdadeira relíquia afetiva que carrega nomes, memórias e homenagens, inclusive de surfistas que já partiram.
Mais do que um simples encontro entre amigos, a reunião se transformou em um símbolo de amizade e valorização da vida. Entre relatos de ondas históricas e lembranças da juventude, os antigos surfistas reforçam o propósito de continuar se encontrando enquanto ainda podem compartilhar esses momentos. “A ideia é a gente manter contato, se encontrar enquanto está vivo, e não apenas se reunir em um funeral, quando a pessoa se obriga a arrumar tempo”, resume um dos integrantes do grupo, refletindo o espírito do encontro.
Assim, entre lembranças do passado e a certeza de que o tempo passa rápido, os “Sobreviventes da Atalaia” seguem celebrando aquilo que sempre os uniu: o mar, a amizade e histórias que continuam ecoando muito além das ondas.

