Preço médio no estado acompanha alta nacional e impacta custos de frete no Porto de Itajaí e nas rodovias do Oeste
O preço do óleo diesel em Santa Catarina registrou forte alta neste início de abril de 2026, elevando o valor médio do litro a patamares considerados críticos em diversas regiões do estado. Segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o avanço acompanha a tendência nacional e reflete a instabilidade do mercado internacional de petróleo.
Em território catarinense, o impacto ganha intensidade devido à elevada demanda logística para o escoamento da produção industrial e agropecuária. O efeito é sentido diretamente nas principais rotas de transporte, especialmente nas rodovias BR-101 e BR-282, corredores estratégicos que conectam o interior aos complexos portuários.
Nos portos de Itajaí, Navegantes e São Francisco do Sul, transportadoras e caminhoneiros autônomos já enfrentam pressão sobre os custos operacionais. O diesel representa cerca de 50% das despesas do frete, o que reduz margens de lucro e aumenta o risco de repasse nos preços de alimentos e insumos industriais.
De acordo com análises econômicas divulgadas pela Agência Brasil, o encarecimento dos combustíveis tem impacto direto sobre a inflação oficial, medida pelo IPCA, e pode influenciar o custo de vida da população nos próximos meses.
Órgãos de defesa do consumidor intensificam o monitoramento para coibir possíveis abusos nos preços praticados nos postos. Paralelamente, o governo estadual mantém o acompanhamento da oferta de diesel S10 e reforça a fiscalização do mercado por meio da Secretaria de Estado da Fazenda de Santa Catarina.
Já a Petrobras aponta que a volatilidade dos preços internacionais do petróleo segue como principal fator de pressão sobre os combustíveis no país, mesmo diante de esforços para manter o abastecimento estável.
Especialistas do setor agropecuário, com base em avaliações do Ministério da Agricultura e Pecuária, destacam que o aumento do diesel também eleva o custo de produção e dificulta o escoamento das safras, ampliando os impactos sobre toda a cadeia produtiva.
Sem uma desaceleração no mercado externo, a tendência é que o aumento do diesel continue pressionando a economia catarinense, com reflexos diretos no custo de vida e impacto perceptível nas gôndolas nas próximas semanas.

